quinta-feira, 3 de maio de 2012

Capitulo 21 – Crise de adolescência (Parte 2)

Tudo recomeçou com o baile de formatura.

Esta é Sabrina. Linda, não?!?!?!?!
Paulette e eu não poderiamos estar mais que orgulhosos da nossa filha neste dia.
Quando eu a vi toda produzida assim, eu soube que nossas vidas nunca mais seria a mesma.

Sabrina estava se tornando uma linda mulher. E em breve, eu deixaria de ser o homem da sua vida, seria substituido por um outro.
Minha filha não teria nem mais tempo e nem atenção para mim.
Mas, enfim, voltando ao baile.
Uma limosine veio buscá-la em casa.
Digamos que depois de experimentar este luxo todo. Os gostos de minha filha mudariam radicalmente.
Enfim, a adolescente que entrou por esta porta: ansiosa com a expectativa de ter sua primeira balada; maravilhada com tantas novidades...
... não era de forma alguma a mesma que saiu de lá horas mais tarde.
Ela saiu do baile completamente bebada, não só da bebida, pois ela nem tinha bebido muito. Mas, para quem nunca havia bebido antes, um copo já era mais do que suficente.
Além, disso tive sua primeira dança lenta com um garoto...
E como se tudo isto não bastasse, ela foi proclamada a rainha do baile.
Portanto, esta foi a noite que minha filha tornou-se a garota mais popular da escola.
E este momento ficou para sempre eternizado em uma foto polaroid, num porta retratos que Sabrina guardava na sua mesa de estudos.
Depois desta noite, Sabrina mudou.
Passou a se maquiar o tempo todo.
Seu celular virou uma extensão do seu corpo. Ainda bem que o celular era proibido na escola, se não eu acho que ela ficaria 24h sobre 24h falando nele.
Eu nunca mais consegui reunir toda a família.
Quando eu tentava fazer algo com todos juntos era sempre assim:
_ Estou de saída. Não sei que horas eu volto.
_ Nada disso mocinha. Quero você em casa antes das 23 horas. Ou nada de celular por uma semana.
_ Fala sério, pai!!! – Sabrina fazia pouco caso das minhas ameaças.
Minha unica alternativa neste caso era enviar Pablo para cuidar da irmã.
_ Pablo, acho melhor você ir acompanhar sua irmã. Não é aconselhavél ela andar por ai sozinha.
_ Ah, pai! Não estou a fim. Sabrina já é bem crescidinha.
_ Bom, meu filho! Não quero que sua irmã fique mal falada. Eu ficaria muito mais tranquilo se você a acompanha-se.
Pablo, como um bom filho, acabava por ceder aos meus pedidos.
_ Tá bom, tá bom, eu vou. Mas, eu queria ficar aqui assistindo o final do campeonato com vocês.
_ Eu gravo para você meu filho. E prometo assisitir contigo depois.
Minha sorte era que Pablo e Sabrina se davam bem. E ela nunca percebeu que Pablo saia com ela como meu espião.
Paulette tentava amenizar as coisas:
_ Meu amor, você tem que ser menos duro com Sabrina.
_ Duro eu?!?!?!? Você viu como ela fala comigo. Sem contar o modo como ela anda se vestindo e se maquiando...
_ Meu amor, nossa filha está se tornando uma mulher. Uma linda mulher por sinal. E tentar controlá-la só fará com que ela se afaste cada vez mais de ti. Tente ser mais tolerante...
Paulette tinha o dom de me trazer a razão.
_ Talvez você tenha razão querida. Eu vou tentar...

É por isso que eu a amo tanto.
_ Você sempre tem razão querida. É por isso que eu te amo tanto.
_ Eu também te amo.

Enfim, eu acabava esquecendo de Sabrina por um periodo nos braços de Paulette.
Eu segui os conselhos de Paulette, deixei Sabrina sair sem o irmão.
E foi o que bastou para que ela começasse a sair com garotos.
Este é o César, o sujeitinho atrevido, que seduziu minha filha.
Olha a cara de malandro do moleque, vocês não concordam comigo?
E lógico que inocente como minha Sabrina era. Não demorou muito para ela cair nos jogos de sedução deste malandro.

Olha a carinha de apaixonada dela...
E foi com ele que minha filha foi beijada pela primeira vez na vida.

E foi neste momento que ela perdeu toda sua inocência de infância. Por mais que eu tentasse negar minha filha estava se tornando uma mulher.
Uma sorte que eles estavam em público, para assegurar a virgindade da minha filha.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Capitulo 20 – Um pouco de «Paz»

As coisas pareciam ir bem...Estávamos tendo um periodo de «paz» em casa.
Como prometido comprei um novo carro para Paulette para que Sabrina tivesse se próprio carro, uma vez que ela não podia ter seu próprio quarto.
Para evitar confusão com Sabrina, achei melhor ensinar o Pablo dirigir, usando meu antigo caminhão de bombeiros.
Pablo era um adolescente tranquilo. Para meu orgulho adorava cuidar da horta.
Claro que ele tem um traço de personalidade que favorisa seu amor pela agricultura.
Enfim, meu filho tinha isto em comum comigo.
E com Paulette o gosto pela música.
Não tenho muito certeza sobre seu dom musical, já que ele não tem nenhum traço de personalidade que favorisa seu gosto musical.
Acho que ele aprendia a tocar mais para agradar Paulette. Para compensar sua falta de admiração pelas obras de arte da mãe.
Infelizmente, durante seu desenvolvimento, ele adquiriu o traço de personalidade avesso a «arte».
Por falar em arte. Paulette se tornou uma excelente artista.
E para minha alegria, ela resolveu pintar meu retrato.
Que como vocês podem ver se tornou uma obra de arte, apesar do modelo, rsrsrsrs.
Não posso negar meu orgulho de ter sido pintado pela minha esposa.
Julia como Pablo era uma criança calma, estudiosa.
Sempre estava em casa e muitas vezes seus amigos vinham em casa para estudar com ela.
E Sabrina, é claro, que como toda adolescente, passava mais tempo no telefone que com a família. Tinha dias que seu eu pudesse, eu cortaria o celular dela, mas Paulette era contra a um gesto tão radical da minha parte.
Resumindo, nossos três filhos eram muito estudiosos e nunca perdiam um dia de aula.
Portanto, quando Paulette e eu ganhamos uma misteriosa viagem gratuíta nós resolvemos aceitar e partir alguns dias de casa deixando as crianças sozinhas.

Enfim, esta viagem caiu do céu. Visto, que  nunca antes nós dois tinhamos tido a oportunidade de viajarmos. Foi nossa lua de mel depois de vários anos de casamento, rsrsrsrs.
Enfim, enquanto as ciranças iam para a aula.
Paulette e eu seguiamos para nosso misterioso destino por dois dias.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Capitulo 19 – Crise de adolescência (parte 1)

Tudo ia bem em casa até que Julia tornou-se uma criança...
... e Pablo um adolecente.
Paulette e eu decidimos reformar o antigo quarto de bêbes e torná-lo um quarto de adolescente para Pablo.
Mas, digamos que Sabrina não gostou nada da idéia.
_ Pai, porque o Pablo vai ter um quarto sozinho para ele. Enquanto eu tenho que continuar dividindo quarto com a Julia?
_ Porque nossa casa é pequena, querida. Quando, eu a construi, nós só tinhamos dinheiro para construir três quartos ao invés de quatro. Portanto, alguém sempre vai ter que dividir o quarto com alguém. – achei que minha explicação seria mais que suficiente, porém não foi.
_ E porque tem que ser o Pablo a ter um quarto individual e não eu? E não venha me dizer que é porque ele é menino. Pois, isto poderia ser englobado como preconceito contra as mulheres e puro machismo!!!
_ E porque tem que ser o Pablo a ter um quarto individual e não eu? E não venha me dizer que é porque ele é menino. Pois, isto poderia ser englobado como preconceito contra as mulheres e puro machismo!!!
Mas, digamos que meus arguementos não convenceram Sabrina.
_ Acho tudo isto muito injusto. Eu nunca tive um quarto só meu, sempre tive que dividí-lo com alguém.

_ Não, não, não mocinha!!! Você já teve o quarto só para você quando você era mais pequena e seus irmãos bêbes.

_ Mas, não é a mesma coisa. Eu nunca tive meu quarto. Mesmo quando eu era criança sempre teve uma segunda cama a espera do próximo que ia crescer. Além, do que eu tenho que ter um quarto todo infantil, enquanto Pablo pode escolher o que ele quer para o quarto dele. Sem contar que olha a bagunça que está por aqui, cheio de brinquedo por toda parte...
_ Se você tivesse arrumado tua cama hoje, aposto que teu quarto estaria bem menos bagunçado. Mas, não seja por isso querida. Nós podemos reformar este quarto também. De forma que agrade Julia e você.
Foi ai que Sabrina veio com a tal idéia:
_ Eu tenho uma idéia, melhor. Eu poderia ir morar na casa dos fundos. Assim eu poderia ter um quarto só para mim. E acabaria a correria no banheiro de manhã também.

Não posso negar que Sabrina era bem experta, mas nem sobre meu cadáver que ela iria morar sozinha na casa dos fundos.
_ Nem sonhando mocinha. Aquela casa é para o primeiro de vocês que casarem na idade A-D-U-L-T-A!!!! Fui claro?!?!?!? Antes, dos seus 21 anos você vivierá nesta casa sobre supervisão minha e da sua mãe.
Sabrina iritou-se: _ Não é justo!!! Eu também tenho direito a privacidade e intimidade.

_ Por isso mesmo que você irá continuar dividindo o quarto com tua irmã. Nada vai mudar. Além, da decoração é claro. Estamos entendidos?!?!?

Mas, Sabrina não estava disposta a dar o braço a torcer tão facilmente. E apelou para lágrimas.
_ Não é justo! Não é justo! É uma merda  ser pobre!!!
_ Olha bem seu linguajar. E, é assim que vai ser mocinha. Você querendo ou não, enquanto você morar na minha casa sou eu que dito as regras.

Mas, ao mesmo tempo eu me sentia mal por privar minha filha de mais conforto.
_ Querida. Se eu pudesse eu te daria um quarto só para você, mas infelizmente nossa condição financeira não permite. Sei que parece injusto que seu irmão tenha um quarto individual, enquanto você sendo a mais velha tenha que dividir o quarto com sua irmã. Porém, tenho algo a te propor.
Consegui chamar a atenção de Sabrina que se acalmou na hora.
_ O que?!?!?!
_ Mas, temos que guardar em segredo por enquanto, pois será uma surpresa que farei para tua mãe, ok?
_ Ok – disse Sabrina com uma certa relutancia.
_ É o seguinte. Estou pensando em comprar um carro novo para tua mãe. E pensei que você poderia ficar com o carro dela, pois logo você terá 16 anos e poderá dirigir.

_ Mas, papai. Eu não sei dirigir.
_ Isto não é problema querida. Eu ensinarei você e o Pablo a dirigirem.
Mas, Sabrina não se deixava dobrar tão facilmente.
_ Bom, se você vai ensinar o Pablo e eu dirigirmos. Eu vou ter que dividir o carro com ele.
_ Não querida. Eu vou ensinar a ambos dirigirem. Mas, te prometo que o carro será só teu. O que você me diz?
Sabrina me abraçou feliz da vida.
_ Oh, papai! Você é o melhor pai do mundo. Eu te amo!
_ Eu te amo também, querida.

E desta forma, eu salvei a pátria por hora.
Nas semanas que seguiram, cumprindo minha promessa. Nós reformamos o quarto das meninas de forma que agradace a ambas.
E como prometido, comecei a ensinar Sabrina a dirigir.


terça-feira, 17 de abril de 2012

Capitulo 18 – Sabrina, a adolescente

Como vocês sabem, nem sempre conseguimos comemorar os aniversários  de nossos filhos. Durante, todos estes anos, Sabrina é a que tem tido mais sorte em relação a planejarmos uma festa de tudo mais.
Por mais que a adolescência seja uma etapa importante da vida. Paulette e eu estávamos de acordo que não seria justo com nossos outros filhos, darmos uma festa para Sabrina, visto que eles não tinham tido.
Como o aniversário de Sabrina caiu em um sábado, nós decidimos aproveitar o dia para um evento familiar no parque.
Foi um dia maravilhoso em família. Sabrina e Pablo aproveitaram o máximo todos os brinquedos. Inclusive, porque sabiamos que este era a última vez que Sabrina poderia aproveitar a maioria deles.
Mas, não foram só as crianças que aproveitaram. Paulette se divertiu como nunca, brincando no balanço.
E eu jogando futebol com nosso filho.
Por incrivél que pareça, apesar da idade, eu ainda dava conta de acompanhar o pique das crianças.
No final do dia, sentamos todos juntos para comermos: nosso primeiro pic-nic em família.
Se eu pudesse, eu teria eternizado este momento para sempre.
A noite chegou e nós continuávamos nos divertindo no parque.
E foi no caminho de volta para casa que nossa pequena, Sabrina se tornou uma linda adolescente.
Sabrina era uma filha exemplar.
Ela adorava cuidar da Julia.
E muitas vezes ficava de babá, quando Paulette e eu tinhamos algum evento à noite.
Sempre sentava no ônibus ao lado do seu irmão, na ida para a escola.
E fazia a lição de casa junto com ele. Ajudando-o quando ele tinha duvidas.
Ela também era uma excelente esportista. Fazia natação...
... e bicicleta.